Valor do Bolsa Família por filho em 2026

O Bolsa Família paga um valor mínimo de R$ 600 por família, mas quase ninguém recebe só isso. O total depende da composição da sua família: quantas crianças, de que idade, se há gestante. Cada integrante que se encaixa nas regras adiciona um valor ao benefício. O problema é que muitas famílias recebem menos do que teriam direito, simplesmente porque um filho não está registrado corretamente no cadastro. Aqui você entende como o valor é montado e como conferir se está recebendo tudo o que lhe cabe.

O valor base de R$ 600 por família

O piso do programa é o Benefício de Renda de Cidadania: R$ 600 mensais garantidos para toda família dentro das regras, independentemente do número de integrantes. Esse é o ponto de partida. A partir dele, entram os adicionais que consideram a presença de crianças, adolescentes e gestantes. Ou seja, R$ 600 é o mínimo, não o valor final da maioria das famílias. É por isso que o valor médio nacional pago pelo programa fica acima de R$ 690.

Os adicionais por criança e gestante

São dois adicionais que se somam ao valor base, e eles podem ser acumulados conforme a composição da família:

Adicionais que se somam aos R$ 600

👶

+ R$ 150 por criança de 0 a 6 anos

Benefício Primeira Infância (BPI), por cada criança.

🧒

+ R$ 50 por jovem de 7 a 18 anos

Benefício Variável Familiar, até os 18 anos incompletos.

🤰

+ R$ 50 por gestante ou nutriz

Gestantes e mães de bebês de até 6 meses.

Exemplos de cálculo por composição familiar

A melhor forma de entender é com exemplos reais. Veja como o valor muda conforme a família:

Quanto cada família recebe

Casal sem filhos: R$ 600
Só o valor base.

Mãe com 1 criança de 4 anos: R$ 750
R$ 600 + R$ 150 (primeira infância).

Família com 1 criança pequena e 1 adolescente: R$ 800
R$ 600 + R$ 150 + R$ 50.

Gestante com 2 filhos de 5 e 10 anos: R$ 850
R$ 600 + R$ 150 + R$ 50 + R$ 50 (gestante).

Por que você pode estar recebendo menos

Aqui está o ponto que faz muita família perder dinheiro sem perceber. Os adicionais só entram no cálculo se cada integrante estiver corretamente registrado no Cadastro Único, com dados atualizados. Um bebê que nasceu e ainda não foi incluído, uma criança que mudou de faixa etária, uma gestação não informada: cada um desses casos representa um adicional que deixa de ser pago. Como o cálculo é automático a partir do que está no cadastro, o sistema não “adivinha” a composição real da sua casa, ele paga o que está registrado. Manter o cadastro atualizado é o que garante o valor cheio.

Um filho fora do cadastro é dinheiro que não entra

Se a composição da sua família mudou e o valor não acompanhou, o cadastro pode estar desatualizado. Veja como conferir a sua situação e o que fazer para regularizar.

Ver como regularizar passo a passo →

Como conferir o valor da sua família

Para saber exatamente quanto você recebe e por quê, o caminho é consultar o detalhamento do benefício no aplicativo do Bolsa Família. Lá aparece o valor base e cada adicional separadamente, o que permite identificar se falta algum integrante no cálculo. Se você perceber que um filho não está sendo contado, é sinal de que o cadastro precisa ser atualizado no CRAS.

Confira o valor detalhado pelo seu CPF

Veja o passo a passo para consultar o benefício e conferir se todos os adicionais da sua família estão sendo pagos corretamente.

Ver como consultar passo a passo →

Perguntas frequentes (FAQ)

Qual é o valor do Bolsa Família por filho?
Depende da idade. Cada criança de 0 a 6 anos soma R$ 150 ao benefício, e cada criança ou adolescente de 7 a 18 anos incompletos soma R$ 50. Esses valores são acrescentados ao piso de R$ 600 da família.
Tem limite de filhos para receber os adicionais?
Não há um limite fixo de crianças para os adicionais: cada filho dentro da faixa etária gera o valor correspondente, desde que todos estejam registrados no Cadastro Único e a família continue dentro do critério de renda do programa.
O valor aumenta quando nasce um bebê?
Sim, mas não automaticamente. É preciso incluir o bebê no Cadastro Único no CRAS. A partir daí, a família passa a ter direito ao adicional de R$ 150 da primeira infância. Enquanto a criança não é registrada, o valor não entra.
Recebo menos de R$ 600. Isso é possível?
Em geral não, porque R$ 600 é o piso. A exceção é a Regra de Proteção: famílias que aumentaram a renda com emprego formal podem permanecer no programa recebendo 50% do valor por até um ano, como transição.